quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Eu amo uma menina

que sequer beijei. Este é um daqueles amores sublimes, que o prazer maior está em vê-la sorrir; que o escutar da sua voz é a harmonia mais bela aos ouvidos; que o seu olhar é o rio de águas mais tranquilas que se possa mergulhar.

Eu quero tê-la em mim, e acordar todos os dias com seu profundo semblante de enigma carinhoso, ao qual eu hei de decifrar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Na hora do recreio

Soube que toda a flor que impera à parte do seu oposto é ilusão. Se não o fosse,  seria um rio de parte-a-parte desembocando num punhado de areia, que ilustra a palma de uma pequena mão.

Trágico seria se não contido estivesse a ânsia da mistura que projeta um ser que serve às custas processuais da meditação.

Dedos molhados, respiração ofegante, pensamentos a mil. Pare e pense, toda a recreação é assim: um domina e o outro acata; um estimula e o outro se motiva; um força e o outro cede.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Insano

Os distúrbios mentais são mais habituais do que se pensa. Vivemos num dilema costumeiro de transcendência de pensamentos, sentimentos e ações, tais quais nos causam auto engano e flagelo na alma.

As curvas, a circunferência, o grau de satisfação, e até mesmo a capacidade de nos fazerem rir ou chorar, são só caprichos retumbantes que forjamos, a fim de sentir o próprio ego ser massageado, e depois sentir-se livre para dizer que ama.

Quando caímos em si, vemos que loucura é não estar louco, mas sim "lúcido" do que afirmamos quando estávamos a usufruir da caridade alheia, em nossas relações cotidianas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Na contrapartida

Na contrapartida dos acontecimentos se aprende que os valores são aleivosias fraudulentas, que tange a capacidade das pessoas serem honestas umas às outras.

Aprende-se que a idealização do amor perfeito é uma quimera criada para satisfazer o ego, e que a devoção do zelo, é como cuidar de uma árvore sem raíz.

Sofre-se por saber que tolice é ser solícito, e que ser valente é estupidez. Mas todos querem ser destemidos e prestativos, e o sofrer é vil diante disso.

Contudo, de maneira corriqueira, vive-se por algumas horas e morre-se por alguns anos.

Até que chega o bom e certo sono.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Do lado de lá

Breve estarei do outro lado. As coisas são mais calmas do lado de lá. É o sono que perpetua nossas memórias fazendo com que a gente esqueça desse nada secular. Nada secular: é o que passamos e o que passamos... E o que passamos. Éé!

Tantas histórias e memórias com personas distintas e iguais, que nada de novo nos traz. Nada de novo nos traz. Reiventam-se a mesmice e a destreza, apenas, como se fossem descobertas pequenas. Mas, o rito do espírito obstante, que causa curiosidade e medo à vante, chega-se sem se alarmar. Hahá! 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Voltar...

Vou de aério ao Rio, gritando, nesse último dia de abril. Na manhã do dia primeiro já estava cá, proclamando imagens que me fizeram alegrar. Voltar, voltar, voltar...

sábado, 11 de abril de 2015

O cântico às castas

Os cânticos satíricos do perjurar
Se ouvia da Serra de Taperoá.
Mágicas gotas de rimas
Que desciam, em ganchos de fitas,
À vila dos jungos para Itamaracá.

Cá, rodeávamos antes de navegar no oceano, 
Que também cantava doces encantos.
Em muitas pedras colápsas,
A canção se direcionava às castas,
Que eu queria, a todo custo, conquistar.