segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O trapaço da coroa

A adversidade começa, pelo fato de que, o descendente é incoerente ao seu ascendente (se este segundo estivesse vivo, estaria vergonhado agora). O mais lógico seria o primeiro se espelhar no segundo, de maneira irrestrita, mas o talento não se fez presente, diferentemente da tolice. Nesse momento, o espelho se torna apenas um objeto fútil, que só existe para a contemplação da sua própria insignificância. 

Além desse narcisismo tolo, inteiramente desprovido de qualquer senso de inteligência, a atuação cênica e leviana preestabelecida pelo descendente, faz dele um politiqueiro, pois a falta de personalidade e de calibre decisório o torna um antigo histrião, que só existe para as aleivosidades do seu próprio discurso.

O labéu se torna mais evidente quando este pobre indivíduo violenta o seu próprio espírito, fazendo de sua mente um espaço de vis falácias, créditos e convicções duvidosas, as quais o deixa demente, sobre tudo em suas acepções a respeito das coisas que lhe circunda, que vai de aliados a templos sustentos de vilezas e suspensos de glória, que só existem para as trivialidades do seu próprio ego. 

Assim se fez o herdeiro, e o herdeiro assim se desfaz. Deixando o seu ingênuo legado de imaturidade, erradicando esperanças, desconstruindo um esboço de progresso, construindo impunidade e fadigando a solidariedade... Enfim, a cisma de grandeza e o almejo de ser lembrando igual o seu ascendente, faz dele um derrotado, que só existe para o culto da sua própria perdição. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A culpa pela senda errada

Eu não sei se quero participar do teu sofrimento.
Ser o fiador das contas que deves pagar à vida. 

A inveja, a ti sentida,
te corrompe, te consome e, 
sempre te tornará errante. 

Não há nada em teus calcanhares, além de ti. 

O que deténs é a tua própria progressão.
O que almejas é a tua própria mágoa.
O que perdes é a tua própria alma.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Da brecha ao mundo

Em oito, eu fui um gomo ventral, como qualquer outra folha já foi um dia. Em dez, eu crescia e absorvia chuva. Em noventa e um, eu havia ramificado. Agora, quando espalhar sementes no jardim? 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Aleivosia

Onde muros ainda não caíram a certas razões, o desfecho é ostensivo de insensibilidade e estupidez, aos dizeres do eu e do você. Tenha dito que escorregue no próprio ego e, que todas as experiências são sempre aflitas.

- Desce! Se apruma à vida... A mágoa do teu pretexto é entorpecida de endrôminas e imposturas.