sábado, 29 de novembro de 2014

Determinando o futuro

O que tiver de ser à vida inteira vai acontecer. Não espere ela chegar até você. Vá em busca dos seus sonhos.

- Olhando para a lua eu vi o seu olhar me chamando para navegar em alto mar. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Memorandum o farrapeiro

(...) Talvez eu seja lembrado por ser aquele cara que sempre dizia ir aos eventos e não comparecia.
Mas, não é minha culpa; não é culpa sua... É culpa do tempo. 

domingo, 16 de novembro de 2014

O júbilo daqueles domingos

Ah, os domingos! À época, as crianças mijavam na cama sem vergonha alguma, e as mães expunham os colchões ao sol; pela manhã tínhamos uma certa liberdade para acordar um pouco mais tarde. O preparo do almoço era caprichado. Minha mãe sempre animada e sorridente, fazia um pirão de carne recheado de legumes. Enquanto isso, a brincadeira corria solta na rua. 

Aperreio maior era tomar banho antes de almoçar. Mas a fome falava mais alto e, para fazer uma coisa era necessário fazer a outra primeiro. Todos reunidos à sala, almoçávamos esperando o sorteio da Tele Sena. A tarde, para alguns era de sono, para outros era de mais folia...

sábado, 15 de novembro de 2014

Disse disso, ambos

E no presente dia que ele disse que a amava, a sua paixão se equivocou; a mentira mais cruel se fez. [Após o fim...]

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

De olhos fechados, debaixo do chuveiro

Penso: noite de inverno; a rua silenciosa e escura, sem ninguém poder sair para as brincadeiras de barra-bandeira, piquilate e amarelinha; as luzes dos postes, semelhantes as de natal, ascendiam e apagavam de acordo com a intensidade da ventania múrmura. Minha casa, assim como a época, era singela e aconchegante; o ilustre brilho nos meus olhos, ao passar a vista numa enciclopédia de geografia, fazia-me peregrinar pelo mundo ingênuo de imaginações, que  me confortava, distraia e estimulava o meu ego. A toada onerosa da chuva no telhado de barro, criava a harmonia do solstício de junho, que soava como música aos meus ouvidos.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Acrônico

Reiterado ao sol desse litoral, 
De onde o mundo se tornou mar... 
Conchas, estrelas, arcos, 
A vida frutífera de cobiça,
As pedras vivas 
Que não conseguem dialogar. 

Não há verão sem chuva, 
Aqui não há! 
O intermédio pluralista 
Desde as premissas 
É o que pressupõe
O nada secular. 

Nada, peixe! Vai-te às ondas, 
Abaixo dos barcos, nadar. 
O óleo diesel dos barcos, 
Que da lugar aos mastros, 
Coincide com meu pensamento anarco, 
Mas não vai me naufragar.

Areias finas,
Pulsam, freneticas,
Por serem dotadas
De todo o vento,
Da linha do tempo,
Roubado do ar.

No que hoje é torrões, 
A insensibilidade castigara
Às folhas podar. 
Nesse litoral, concreto sem grilos
Não há nada divertido,
A não ser recordar.

Entre o cais e asilos,
- Queria que fosse um paraíso
- O tempo transborda a não cessar.
Os rebendos que somem, 
Não se sabe pra onde,
Que fiquem em seu devido lugar.

domingo, 2 de novembro de 2014

O florido jazido de Margarida

Entre todos os jazidos da necrópole, o mais florido era o dela; prova viva de quem deixou apenas lembranças boas... Assim se fez a saudade, e a esperança de um reencontro em meio a ruas de flores e ouro, ao som de pássaros cantantes, para um sorriso que contempla o carinho em busca da paz.