terça-feira, 4 de novembro de 2014

Acrônico

Reiterado ao sol desse litoral, 
De onde o mundo se tornou mar... 
Conchas, estrelas, arcos, 
A vida frutífera de cobiça,
As pedras vivas 
Que não conseguem dialogar. 

Não há verão sem chuva, 
Aqui não há! 
O intermédio pluralista 
Desde as premissas 
É o que pressupõe
O nada secular. 

Nada, peixe! Vai-te às ondas, 
Abaixo dos barcos, nadar. 
O óleo diesel dos barcos, 
Que da lugar aos mastros, 
Coincide com meu pensamento anarco, 
Mas não vai me naufragar.

Areias finas,
Pulsam, freneticas,
Por serem dotadas
De todo o vento,
Da linha do tempo,
Roubado do ar.

No que hoje é torrões, 
A insensibilidade castigara
Às folhas podar. 
Nesse litoral, concreto sem grilos
Não há nada divertido,
A não ser recordar.

Entre o cais e asilos,
- Queria que fosse um paraíso
- O tempo transborda a não cessar.
Os rebendos que somem, 
Não se sabe pra onde,
Que fiquem em seu devido lugar.

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