Reiterado ao sol desse litoral,
De onde o mundo se tornou mar...
Conchas, estrelas, arcos,
A vida frutífera de cobiça,
As pedras vivas
Que não conseguem dialogar.
Não há verão sem chuva,
Aqui não há!
O intermédio pluralista
Desde as premissas
É o que pressupõe
O nada secular.
Nada, peixe! Vai-te às ondas,
Abaixo dos barcos, nadar.
O óleo diesel dos barcos,
Que da lugar aos mastros,
Coincide com meu pensamento anarco,
Mas não vai me naufragar.
Areias finas,
Pulsam, freneticas,
Por serem dotadas
De todo o vento,
Da linha do tempo,
Roubado do ar.
No que hoje é torrões,
A insensibilidade castigara
Às folhas podar.
Nesse litoral, concreto sem grilos
Não há nada divertido,
A não ser recordar.
Entre o cais e asilos,
- Queria que fosse um paraíso
- O tempo transborda a não cessar.
Os rebendos que somem,
Não se sabe pra onde,
Que fiquem em seu devido lugar.
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