Penso: noite de inverno; a rua silenciosa e escura, sem ninguém poder sair para as brincadeiras de barra-bandeira, piquilate e amarelinha; as luzes dos postes, semelhantes as de natal, ascendiam e apagavam de acordo com a intensidade da ventania múrmura. Minha casa, assim como a época, era singela e aconchegante; o ilustre brilho nos meus olhos, ao passar a vista numa enciclopédia de geografia, fazia-me peregrinar pelo mundo ingênuo de imaginações, que me confortava, distraia e estimulava o meu ego. A toada onerosa da chuva no telhado de barro, criava a harmonia do solstício de junho, que soava como música aos meus ouvidos.
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