segunda-feira, 8 de junho de 2015

Do lado de lá

Breve estarei do outro lado. As coisas são mais calmas do lado de lá. É o sono que perpetua nossas memórias fazendo com que a gente esqueça desse nada secular. Nada secular: é o que passamos e o que passamos... E o que passamos. Éé!

Tantas histórias e memórias com personas distintas e iguais, que nada de novo nos traz. Nada de novo nos traz. Reiventam-se a mesmice e a destreza, apenas, como se fossem descobertas pequenas. Mas, o rito do espírito obstante, que causa curiosidade e medo à vante, chega-se sem se alarmar. Hahá! 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Voltar...

Vou de aério ao Rio, gritando, nesse último dia de abril. Na manhã do dia primeiro já estava cá, proclamando imagens que me fizeram alegrar. Voltar, voltar, voltar...

sábado, 11 de abril de 2015

O cântico às castas

Os cânticos satíricos do perjurar
Se ouvia da Serra de Taperoá.
Mágicas gotas de rimas
Que desciam, em ganchos de fitas,
À vila dos jungos para Itamaracá.

Cá, rodeávamos antes de navegar no oceano, 
Que também cantava doces encantos.
Em muitas pedras colápsas,
A canção se direcionava às castas,
Que eu queria, a todo custo, conquistar.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Ao meu outro eu

Assim como as palavras, os pensamentos também têm poder.

- Quem me dera conseguir dialogar com as cicatrizes da minha alma, de cima de um púlpito. De maneira que as palavras possam ser ditas à vanguarda. Pra que nem eu possa esquecer.

Assim, eu teria maturidade de pensar, de forma clara. As influências seriam tidas como insensatas. E eu não teria, nem tinha, nada a perder.

domingo, 15 de março de 2015

A democracia num país de leigos e oportunistas

Uma multidão, liderada por uma míngua de pessoas, democraticamente, está nas ruas num ato antidemocrático. Ironicamente, estão cantando "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores". 

Eles querem o fim de uma "ditadura", ("ditadura" esta que tomou o poder através de votos; "ditadura" eleita pelo povo). Ainda assim, hoje, o ato democrático, não se trata de uma tentativa de golpe de estado; é apenas um ato democrático, feito por pessoas insatistas... Leigas e oportunistas. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Escuridão de vidro

Em circulo, a gente vai rodando sem saber pra onde ir. A imensidao, apesar de, aparentemente, ser infinita, é restrita ao holocausto da vida. Afinal, sempre chega o fim. Os caminhos sempre nos levam ao fim. 

Embolando e relutando para ver o que virá a acontecer, nada justifica ficar refém da calma. A agonia nos faz entender que tudo é fruto da alma, porque sem ela nem falar a gente fala.

E um retrato se faz sem a gente perceber: o que passou, o que é e há de vir. Pois é importante e desinteressante, ou desinteressante e importante. Depende muito de quem vê e como vê.

- E como ver? 
- Escuridão de vidro!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Autonomia Paradigmática

Mesmo desprezando os padrões da sociedade, a vida se cacaracteriza num absoluto paradigma. A liberdade que sonhamos é apenas uma fuga instantânea que alivia nosso sofrimento. Olhamos para atrás e vemos que ainda estamos sendo uma matilha adestrada, instruídos para sermos o que não somos. Ninguém é absolutamente autônomo, livre. O nosso próximo não nos permite isso, e querem que sejamos iguais a eles. Caso contrário, somos tachados de loucos ou subversivos.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Do outro lado do tempo, no pensamento

Histórias perdidas, em ruas distantes, cicatrizam idéias de outrora. Minha viagem vai a 1995: quantas labaredas a baixo daquele bueiro, e carvão pairando o ar. A praça arborizada fedendo a percevejo; o trem de ferro sucateado, e saqueado, de tanto sol e chuva que caiu por lá.

Lendas da ponte que vai dar em Baeté,
Sublinhado de histórias ocorridas no Chalé.
As balsas do rio Una em direção à Varzea
Do quintal de casa assistia e me contetava.

Era tudo igual. Não havia diferença. O mesmo vale para as casas da vila operária que tinham o mesmo formato, compostas de moradores trabalhadores, honestos e sensatos. 

Um som! (...) Bateu as 18 horas, é hora de largar. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Peça paz

Abastecendo o jogo do impasse, não se caracteriza a concordância do julgo. A compreensão dos tolos induz aos malefícios de impugnação destinados à força. Bruto. Em que pode não ser capaz.
Estenda um cartaz! Peça paz... Peça paz!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

João Galafuz

A lua cheia e o mar negro compunham o cenário; os coqueiros de palhas dançantes na praia; a ventania que não cessava e soprava; a raposa ruivante indo à caça.

Adentro, o mergulhão entre as pedras, de luz escarlate e reflexo verdejante, agitava as ondas no oceano, bem brilhante. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Permuta

Quando o medo bate à porta, por consequência, o coração bate mais forte. Ninguém sabe porque as coisas tomaram estes rumos. Ninguém é tão incompreensível assim. É como uma nau que tomou um caminho diferente, enquanto o capital se embriagava com seu vinho.

Tolice: isso é o que todos nós, humanos, temos em comum. As nossas necessidades não superam nossa imaginação. O desconforto sórdido que nos habita está em nossas atitudes, e é por isso que estamos aquém do nosso verdadeiro valor.

Àqueles estigmas o remédio é o esquecimento. Não a omissão! O esquecimento! A remissão! O alívio! (...) Dentro de cada peça que for moldada e/ou subtraída haverá uma nova perspectiva... E esperança, juntamente à harmonia, à sincronia; respeito. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Circunspecto perene

O vento forte soprou
Onde as crianças brincam
Com os pés descalços;
A flor da margarida
Que entrou no passo.

Hoje eu quero lhe ver.
Vamos à lagoa
Com o violão;
Acender o fogo
Da nossa paixão.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Que seria

Houve na memória um reflexo do que ela seria antes do recomeço se não pensasse na anarquia que era sua vida. Das normas que eram instintivas no peito; do turbilhão de saraivadas que a abatia... Seu riso niilista viria a ser doloroso.