segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O trapaço da coroa

A adversidade começa, pelo fato de que, o descendente é incoerente ao seu ascendente (se este segundo estivesse vivo, estaria vergonhado agora). O mais lógico seria o primeiro se espelhar no segundo, de maneira irrestrita, mas o talento não se fez presente, diferentemente da tolice. Nesse momento, o espelho se torna apenas um objeto fútil, que só existe para a contemplação da sua própria insignificância. 

Além desse narcisismo tolo, inteiramente desprovido de qualquer senso de inteligência, a atuação cênica e leviana preestabelecida pelo descendente, faz dele um politiqueiro, pois a falta de personalidade e de calibre decisório o torna um antigo histrião, que só existe para as aleivosidades do seu próprio discurso.

O labéu se torna mais evidente quando este pobre indivíduo violenta o seu próprio espírito, fazendo de sua mente um espaço de vis falácias, créditos e convicções duvidosas, as quais o deixa demente, sobre tudo em suas acepções a respeito das coisas que lhe circunda, que vai de aliados a templos sustentos de vilezas e suspensos de glória, que só existem para as trivialidades do seu próprio ego. 

Assim se fez o herdeiro, e o herdeiro assim se desfaz. Deixando o seu ingênuo legado de imaturidade, erradicando esperanças, desconstruindo um esboço de progresso, construindo impunidade e fadigando a solidariedade... Enfim, a cisma de grandeza e o almejo de ser lembrando igual o seu ascendente, faz dele um derrotado, que só existe para o culto da sua própria perdição. 

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